Pré-sal

Senadores de RJ e ES pedem a Dilma mudança nos royalties

Manifestação no centro do Rio contra o projeto de partilha da renda do petróleo: ato foi organizado pelo governo estadual

Parlamentares falaram dos atos que reuniram milhares de manifestantes no Rio e em Vitória contra os critérios para a partilha da renda do petróleo, que estão em votação no Congresso

Senadores do Rio de Janeiro e do Espírito Santo destacaram a participação popular em manifestações realizadas na semana passada por fluminenses e capixabas contra a redistribuição dos royalties do petróleo.

Segundo a Polícia Militar do Rio, 150 mil pessoas ocuparam a Avenida Rio Branco e a Cinelândia, no centro da capital, contra as perdas impostas aos estados produtores de petróleo e gás com a proposta de distribuição em tramitação no Congresso.

Em Vitória, 25 mil pessoas foram à Praça dos Namorados.

Francisco Dornelles (PP-RJ) afirmou que os protestos mostraram a indignação da ­população contra "a maior agressão já sofrida pelo estado".Magno Malta (PR-ES) admitiu não crer na vitória dos estados produtores no Congresso, mas disse confiar na sensibilidade da presidente Dilma Rousseff.

— Dilma é segura, não joga para a torcida. Na hora certa, vai honrar o trato feito com Lula. Eu só tenho esperança nela.

Marcelo Crivella (PRB-RJ) afirmou esperar que Dilma formule nova proposta, para que seja construída "alguma coisa digna, que não seja o aviltamento das riquezas dos estados".

A notícia do vazamento de óleo em uma plataforma da multinacional Chevron na Bacia de Campos acendeu o alerta dos representantes dos estados produtores. Eles chamaram a atenção para a necessidade de compensação financeira pela exploração do petróleo.

— Isso mostra, para aqueles que ainda não sabem, os perigos ambientais que tal atividade representa. Se esse vazamento tivesse sido maior, o óleo teria chegado às praias de Búzios. Nesse caso, a prefeitura e o governo arcariam com os prejuízos — afirmou Dornelles.

O projeto que divide os royalties foi aprovado no Senado e tramita na Câmara. Pelo texto, os recursos dos produtores caem de 26,25% para 20%.

Fonte: Jornal do Senado


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