Pré-sal

Ato em Vitória ganha adesão do interior

Reunião entre Dilma Rousseff e líderes partidários

Os municípios do interior prometem trazer para Vitória, na quinta-feira, dia 10, mais de 50 caravanas com 5 mil pessoas para participarem do Ato Público em Defesa do Espírito Santo. Programado para acontecer das 14 às 18 horas, na Praça dos Namorados, na Capital, o evento marcará a posição do Estado na defesa dos royalties.

Os números sobre a participação das cidades do interior foram divulgados, ontem, pelo presidente da Associação dos Municípios do Espírito Santo (Amunes), Gilson Amaro. Depois de manter contato com todos os prefeitos, Amaro disse que pelo menos 98 ônibus são esperados somente dos municípios do interior.

A manifestação acontecerá no mesmo dia e horário da que foi marcada pelo governo do Rio de Janeiro para a Candelária. O Comitê em Defesa do ES, composto por políticos, empresários, trabalhadores e sociedade civil, espera reunir cerca de 10 mil pessoas na Praça dos Namorados, dia 10.

O comitê foi criado com o objetivo de mobilizar e conscientizar a população sobre os prejuízos de uma possível aprovação de uma nova forma de distribuição dos royalties.

Além das manifestações de políticos, prefeitos e do governador Renato Casagrande, previstas para ocorrer a partir das 16 horas, estão programadas apresentações de artistas. Placas falando sobre a importância da questão também foram instaladas na Capital.

Artistas

Já confirmaram presença os cantores Dudu Nobre e Gabriel o Pensador, além dos capixabas Alexandre Lima, Renato Casanova, Carlos Papel, Chico Lessa, Rogerinho do Cavaco, Vera da Matta, Michel (Zémaria), Elaine Rowena, Paulo Sodré, Zé Antônio (Serelepe) e o pessoal do Forró Comichão, da Família Gam Hip Hop e Carne de Gato.

O grupo Folgazões e o circo Miúdo, do teatro, o escritor Cecitônio Coelho e os atletas Fábio Luiz (vôlei de praia), Burú (futebol de areia) e Frank Brown (voo livre) estarão presentes.

Rio

No Rio, o governo  e a prefeitura decretaram ponto facultativo para  servidores públicos poderem participar do ato desta quinta.

Senador cancela "invasão"

O senador Magno Malta suspendeu o acampamento ou invasão que pretendia fazer no Ministério da Fazenda e também adiou a manifestação do dia 11 em Vila Velha, que agora acontecerá daqui a 15 dias como forma estratégica de chamar por mais tempo a atenção do Planalto.

Hoje, Malta terá uma audiência com a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e vai levar "de surpresa" membros das bancadas carioca e capixaba para tratar do tema.

Ainda hoje, o senador terá audiência, às 17 horas, com o ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandoviski, relator do mandado de segurança que ajuizou na Corte, na semana passada, pedindo que seja barrada a votação dos royalties na Câmara.

As bancadas do Rio e do Espírito Santo na Câmara devem se reunir hoje e continuar a discutir estratégias e manobrar para adiar a votação, se possível para 2012. Além da bateria de 250 emendas e de mandado coletivo no STF para barrar a votação do projeto como veio do Senado, o grupo quer garantir representação na comissão especial que analisa os projetos de royalties.

Dilma garante a Magno que vai intervir na briga


Depois da pressão dos Estados produtores de petróleo e gás, a presidente Dilma Rousseff (PT) garantiu ontem ao senador Magno Malta que vai intervir na condução do projeto, que agora tramita na Câmara após ter passado no Senado.

Em reunião com líderes partidários da Câmara e do Senado, a presidente disse que assunto voltará à pauta do Planalto e a discussão será "retomada".

Ela, segundo o senador, assegurou que a discussão vai entrar na pauta do governo. Conforme Magno, ao final da reunião, Dilma lhe pediu para ficar "calmo" porque ela está "plenamente consciente que há exageros" no projeto aprovado no Senado.

O senador da bancada capixaba pressionou o Planalto a criar uma comissão de técnicos da Fazenda e dos governos locais para estudar as projeções e a memória de cálculo do substitutivo de Vital do Rêgo aprovado pelos senadores.
"Os números estão turbinados, foram tirados de internet", critica Magno, apontando para a quebra do pacto federativo.

"Podemos até discutir o futuro com o pré-sal, mas não podemos quebrar contrato", argumentou o senador. (Rondinelli)

Fonte: A Gazeta

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