Pré-sal

'Justiça para quem produz', pede manifestação no Rio contra mudança nos royalties


 
Ato na Assembleia do Espírito Santo contra a mudança nas regras da distribuição dos royalties
 
Debaixo de chuva, milhares de pessoas se reuniram na Cinelândia, no Centro do Rio, no ato público contra a emenda apresentada pelo deputado Ibsen Pinheiro, que altera as regras de distribuição dos royalties do petróleo. A passeata teve início na Igreja da Candelária, por volta das 17h.

O protesto reuniu políticos do Rio e do Espírito Santo. O governador Sérgio Cabral caminhou ao lado do prefeito Eduardo Paes até o Teatro Municipal. Ele dividiu o palco com o governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, o senador Magno Malta (PR-ES) e a prefeita de Campos, Rosinha Matheus.

De acordo com a assessoria do Palácio Anchieta, por sugestão do governador Paulo Hartung, não houve pronunciamentos de políticos durante o evento no Rio de Janeiro.

Dos políticos do Espírito Santo participaram os deputados estaduais Janete de Sá (PMN), Eustáquio de Freitas (PSB) e Givaldo Vieira (PT), os deputados federais Rita Camata (PSDB) e Camilo Cola (PMDB) e o senador Magno Malta (PR).

A deputada Janete de Sá disse que irá tentar realizar um protesto semelhante no Espírito Santo com apoio da população, das entidades, de sindicatos e de organizações não governamentais.

O deputado Givaldo Vieira (PT) salientou que o evento no Rio foi positivo, mas que a saída para a solução do problema que se tornou a emenda Ibsen é a articulação política no Senado para rejeitar a redistribuição dos royalties dos blocos já licitados.

Por volta das 16h, no Espírito Santo, um grupo de manifestantes se concentrou em frente à Assembleia Legislativa para protestar contra a emenda por entender que o texto aprovado na Câmara dos Deputados é inconstitucional e prejudicial ao Espírito Santo e a vários municípios capixabas.

No Rio, além de populares e políticos, muitos artistas, como a bailarina Ana Botafogo e a atriz Carla Camurati, presidente do Theatro Municipal, participaram da caminhada. Com faixas, cartazes e camisetas, os grupos chamaram a emenda de injustiça contra o Rio. Muitos manifestantes não se furtaram a fazer performances bem humoradas para chamar a atenção do evento.

Capixabas

   
Grupo de estudantes que saiu de madrugada do Espírito Santo para participar da manifestação 

Cinco integrantes da União Municipal de Apoio ao Estudante de Vila Velha (Umaes) foi o que sobrou do grupo que saiu de madrugada do Espírito Santo, rumo ao Rio de Janeiro, para participar da manifestação contra a polêmica emenda do deputado Ibsen Pinheiro, que muda a divisão dos royalties do petróleo.

Segundo o diretor do grupo, Josemilson Pereira do Nascimento, o ônibus com 45 manifestantes que eles fretaram quebrou no meio do caminho e eles tiveram que retornar para Vila Velha. Os quatro estudantes que viajaram com ele foram sorteados, pois de acordo com o líder, a empolgação de todos era grande. "Peguei meu carro e viemos só nós cinco", disse ele.

Políticos

O manifestação reuniu artistas, estudantes, trabalhadores e muitos políticos. Os governadores Sérgio Cabral e Paulo Hartung participaram do ato público em um palco montado na Cinelândia, ao fim da caminhada.

A secretária municipal de Cultura, Jandira Feghali, disse acreditar que o protesto pode ajudar a convencer os senadores a vetar as mudanças na partilha dos royalties. Já o deputado Roberto Dinamite considerou a emenda Ibsen "um absurdo, insensata e impensada".

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, afirmou que, apesar de não ser do Rio, ele ama o estado: "A emenda é uma injustiça".

Caravanas

As caravanas começaram a chegar no Centro do Rio no início da tarde desta quarta-feira (17). Manifestantes de vários municípios chegaram para a manifestação, no Centro do Rio, contra as regras de distribuição de petróleo.

Só de Campos do Goytacazes, no Norte Fluminense, partiram três ônibus, ainda de madrugada. Nem mesmo a forte chuva desanimou os integrantes do grupo, que usavam camisetas, bandeiras e cartazes com os dizeres "Justiça para quem produz".

"Nossa cidade é totalmente dependente dos royalties do petróleo. Não podemos nos transformar numa Serra Pelada", disse Levir Nascimento, um dos organizadores da caravana que saiu de Campos.

A passeata seguiu pela Avenida Rio Branco até a Cinelândia, onde houve um ato público. Um palco montado recebeu artistas como Sandra de Sá, Alcione e escolas de samba. A banda do Cordão da Bola preta vai tocar durante o protesto.

Fonte: Gazeta Online

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