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Magno Malta diz que Dilma precisa ser 'amputada' do país

Senador capixaba foi o nono a discursar no Plenário durante a votação da admissibilidade do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT)

O senador Magno Malta (PR) foi o primeiro parlamentar capixaba a discursar no Senado durante a votação da admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). O parlamentar comparou o país à um corpo diabético e afirmou que a presidente precisa ser "amputada".

Favorável ao afastamento da petista, Magno disse não ter alegria em afastar a presidente, mas que não há outro caminho para que o país volte a crescer. "O país está como um corpo diabético, onde um braço já está comprometido pela doença. Ou amputamos essa parte do corpo para que não debilite o resto do organismo ou vamos apodrecer por completo", afirmou.

O senador lembrou da campanha da petista a presidência da república e as promessas que haviam sido feitas, de que não haveria desemprego e cortes nos setores sociais caso fosse eleita. Para ele, o governo não cumpriu com a campanha e realizou "uma grande maquiagem eleitoral".

Magno Malta também ressaltou os conflitos ideológicos que travou com o governo em discussões com planos educacionais que envolviam temas polêmicos como o aborto e a constituição de família.

"Eles destruíram a família, este governo está ávido para legalizar o aborto e querem afastar a redução da maioridade penal. Tenho saudades do tempo que cantávamos o hino na escola e tínhamos aulas de Orientação Para a Vida (OPV). Querem que a escola eduquem nossos filhos, contrariando a educação que é dada pelos pais", declarou.

Entenda o rito

A admissibilidade deve ser aprovada com mais de 50 votos e significará o afastamento de Dilma por até 180 dias para que seja concluído o julgamento. Prevista para começar às 9h, a sessão começou com atraso, às 10h (veja abaixo a transmissão ao vivo), mas a votação por painel eletrônico só deverá ocorrer no final da noite ou até mesmo na madrugada de quinta-feira.

Se todos os senadores inscritos falarem pelo tempo máximo de 15 minutos a que têm direito, a votação ocorrerá entre 3h e 4h. Se confirmada a aprovação, o Senado afastará um presidente da República 24 anos depois de tirar do cargo Fernando Collor, que hoje é senador.

Aliados de Dilma Rousseff já admitiam a derrota na terça-feira. Pelo menos 50 dos 81 senadores já declararam voto a favor do afastamento. Para aprovar a abertura do processo, são necessários pelo menos 41 votos se todos os 81 senadores estiverem em plenário.

Fonte: gazeta online

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