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Magno Malta pede para retirar expressão preconceituosa dos ciganos dos dicionários

A Frente Parlamentar Mista da Família, presidida pelo senador Magno Malta, enviou solicitação ao presidente da Academia Brasileira de Letras, Geraldo Holanda Cavalcanti, para retirar a expressão preconceituosa do Dicionário Ortográfico da Língua Portuguesa que define o cigano como trapaceiro, avarento e sovina. “Este povo nômade, de diversas etnias, chegou ao Brasil em 1570 e hoje são mais de 1 milhão de indivíduos que são estigmatizados e sofrem preconceitos absurdos, a ponto de serem sinônimo de enganadores, mas, na verdade, são famílias trabalhadoras, que mesmo com cultura própria, estão inseridas no desenvolvimento de nossa nação’, explicou Magno Malta.
 
Durante o lançamento da Campanha Sou Cigano! Sou Brasileiro! Não Sou Trapaceiro! no Senado Federal, líderes de várias etnias registraram indignação com o descaso das autoridades e revelaram fatos que burlam a Constituição Brasileira. “Somos trabalhadores, cristãos, respeitadores da legislação do país e temos também nossos direitos. É muito triste nossos filhos, nas escolas, serem obrigados a convierem com a difamação até no dicionário”, denunciou Alexsandro Castilho, líder da etnia Rom Caldarax e presidente da Associação Internacional da Cultura Romani.

“Para o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE – no Brasil não existem ciganos, pois ao contrário dos índios, negros, pomeranos e outros povos, eles não são inseridos no censo. Em todo o Brasil já passamos de 1 milhão de ciganos que estão dando aulas em faculdades, advogando, medicando em hospitais, trabalhando como servidores públicos, enfim, estamos inseridos na sociedade como povo direito e temos nossos direitos desrespeitados. Nossa cultura, os trajes, hábitos e dialetos estão em nossa alma e não podemos esquecer nossas origens, mesmo levando uma vida normal como qualquer cidadão de bem”, revelou Zuleica Aparecida Rovanocich Torsani, advogada e cigana Rom Matchuaia.

Senador Magno Malta também enviou expediente ao Ministro da Saúde, Marcelo Castro, para apurar a denúncia de que os ciganos não tem acessos aos programas de saúde pública, como o programa Rede Cegonha. “São absurdos que remetem ao tempo do Brasil imperial. Este povo alegre, de boa vontade, chegou ao nosso país fugindo de perseguições históricas. Hoje, temos no Espírito Santo, em Baixo Guandu, o vereador Lucas Cigano, home direito, humanitário e de bom princípio, que defende os direitos da família brasileira. Quero sensibilizar nossas autoridades para esta realidade, pois o povo Cigano não é trapaceiro, como insinua o nosso dicionário, mas brasileiros honrados e dignos de reconhecimento pelo amor à pátria”, finalizou Magno Malta.

Assessoria de Comunicação

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Telefone: +55 61 3303-4161/1656
E-mail: magnomalta@senador.gov.br

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