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Projeto polêmico domina ligações para Alô Senado

Proposta que torna crime discriminação contra homossexuais foi o tema de três em cada quatro manifestações da população feitas no serviço telefônico

De 1º de janeiro até o último dia 15, o serviço Alô Senado recebeu por telefone ou pela internet 303 mil manifestações de pessoas, que fizeram críticas, sugestões, mandaram recados aos senadores ou opinaram sobre projetos em discussão no Senado. O número representa um crescimento de 680% em relação ao mesmo período de 2007. O campeão das manifestações foi o projeto (PLC 122/06) que considera crime e pune com 5 anos de reclusão a discriminação contra homossexuais, em discussão no Senado.


A proposta representou 74,5% de todas as manifestações ao Alô Senado – 226 mil. Qualquer pessoa pode telefonar gratuitamente (0800-612211) ou fazer sua comunicação pela internet (http://www.senado.gov.br/sf/senado/centralderelacionamento/sepop/). Os atendentes da Central de Relacionamento com o Cidadão trabalham das 8h às 19h.

O projeto passou a ser o mais mencionado assim que chegou ao Senado e começou a ser discutido nas comissões. Boa parte das pessoas que telefonam acredita que a iniciativa busca legalizar o casamento entre homossexuais e, quando são informadas pelos atendentes sobre seu conteúdo, às vezes desistem de sua manifestação. A Igreja Católica e os evangélicos são contrários à proposta.

Em junho passado, levantamento do DataSenado constatou que 70% dos entrevistados querem que a lei puna a discriminação ou o preconceito contra homossexuais. A polêmica levou à criação de blogs na internet que incentivam os internautas a se manifestar por meio do Alô Senado.

O segundo projeto que mais recebeu manifestações da população neste ano (8,3%) na Central de Relacionamento com o Cidadão foi o PLS 121/07, que cria a Contribuição Social para a Saúde, o qual entrou em votação depois que os senadores derrubaram uma proposta que prorrogava a cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). O projeto encontra-se sob exame dos deputados, prevendo a cobrança de 0,1% das movimentações bancárias, com isenção para salários e aposentadorias de até R$ 3.080.
 
Fonte: Jornal do Senado
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