Monitoramento Eletrônico

Monitoramento eletrônico de presos em SP começa a valer no Natal

   
Imagem reproduz funcionamento da tornozeleira (Foto: Divugação/SAP)  

Inicialmente, 4.800 detentos do regime semiaberto usarão tornozeleiras.
Consórcio recebe R$ 50,1 milhões pela prestação do serviço por 30 meses.

 O uso de tornozeleiras de monitoramento eletrônico por presos do regime semiaberto em São Paulo passará a valer no Natal, informou na manhã desta terça-feira o secretário da Administração Penitenciária, Lourival Gomes.

Composto por uma tornozeleira e uma unidade portátil de rasteamento (UPR, uma espécie de GPS com o tamanho e um peso de um celular), o sistema de monitoramento será implantado em 4.800 detentos na saída de Natal. Para o governador Alberto Goldman, a iniciativa irá beneficiar tanto a sociedade como o preso. “Ele não poderá ser acusado de algo que não cometeu”, disse.

Goldman, assinou no fim da manhã o contrato de prestação de serviços para o monitoramento com o consórcio SDS. Formado pelas empresas Spacecom Monitoramento LTDA, Daiken Indústria Eletrônica e Sascar Tecnologia e Segurança Automotiva, o SDS recebeu R$ 50,1 milhões pela prestação do serviço por 30 meses.

O sistema será descentralizado e caberá às coordenadorias regionais fazer o controle dos presos. Cada tornozeleira será identificada por um número para que a empresa que prestará o serviço de monitoramento não tenha acesso à identidade do preso. Essa informação será exclusiva do Departamento de Inteligência da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP).

Funcionamento

 

   
UPR e tornozeleira que passarão a ser usadas
nos presos (Foto: Paulo Toledo Piza/G1) 
 

A tornozeleira atada ao preso tem lacres que se forem rompidos emitem um alerta para as empresas responsáveis pelo monitoramento. A SAP é informada e, caso haja suspeita de fraude, a Polícia Militar é acionada. “Saberemos por onde eles passaram, o que facilitará na busca”, disse o secretário Gomes.

O detento deve prestar atenção para recarregar a UPR. "A energia do aparelho dura cerca de 22 horas. Para recarregar, leva em média quatro horas", disse Nathaniel Peregrino Bloonfie, representante do consórcio SDS.

O equipamento foi testado em 30 presos voluntários, escolhidos pelo bom comportamento, em três regiões do estado. “Os testes não mostraram nenhuma fraude. Ele não tem falhas e é bastante confiável”, afirmou Bloonfie.

Segundo números divulgados pela SAP, há, atualmente, 26 mil presos em regime semiaberto no estado. Desses, de 20 mil a 22 mil saem para trabalhar. Dependendo do resultado dessa nova medida, o governo estuda novos contratos com empresas para ampliar o monitoramento.

Fonte: G1

Brasília-DF // Esplanada dos Ministérios - Senado Federal - Ala Tancredo Neves, Gabinete 57
Telefone: +55 61 3303-4161/1656
E-mail: magnomalta@senador.gov.br

FIQUE POR DENTRO DAS NOVIDADE
CONECTE-SE A NÓS