CPI da Pedofilia

Nº usado em ameaça a Magno Malta é de servidor da Infraero

O presidente da CPI da Pedofilia, senador Magno Malta (PR-ES), comunicou, na abertura da reunião desta quarta-feira, que a Polícia Legislativa do Senado investigou e identificou a pessoa que fez três ameaças de morte contra ele - a primeira em março deste ano. Segundo a polícia, as ameaças têm origem em telefones celulares de Campina Grande (PB) que pertencem ao servidor da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) Paulo Afonso de Farias. As informações são da Agência Senado.

As gravações feitas pelo número 0800 do Senado foram apresentadas por Malta durante a reunião da CPI. "Diga a Magno Malta que ele vai ser assassinado. Sou pedófilo e vou assassiná-lo", diz a pessoa que ameaça o senador na primeira gravação. Na segunda, reafirma: "Diga a Malta que pare de investigar pedófilo; que ele será assassinado; que ele tem família, que ele se lembre que tem família. Qualquer dia ele amanhece com um tiro na cabeça; que ele pare de investigar pedófilo, esse safado".

A Polícia Federal da Paraíba informou à polícia do Senado que o proprietário dos telefones de onde surgiram as ameaças afirmou que as linhas são usadas por seu irmão, José de Arimatéia Farias, segundo atestado médico, portador de transtornos mentais. Tal atestado, informou Magno Malta, tem o carimbo da médica Vilma Mendonça, mas não sua assinatura.

A CPI da Pedofilia vai convocar, conforme requerimento aprovado nesta quarta-feira, a médica Vilma Mendonça; o proprietário das linhas telefônicas, Paulo Afonso de Farias, e seu irmão José de Arimatéia Farias, a prestarem esclarecimentos à comissão.

Fonte: Terra

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