CPI da Pedofilia

CPI da Pedofilia acompanha Polícia Federal em operação em 10 Estados

   
“A intenção é coibir esse crime, que não tínhamos condições de fazer porque não havia uma legislação. Disse Magno Malta  
A Tapete Persa tem como alvos abusadores que usam a internet

A mega operação baseada em investigações da CPI da Pedofilia, presidida pelo senador Magno Malta (PR), desarticulou grupos de suspeitos que utilizavam a internet para divulgar material pornográfico infantil. A ação, denominada “Tapete Persa”, foi realizada pela Polícia Federal em nove estados brasileiros, nesta terça-feira (27). No total, 20 alvos foram desarticulados. Um acusado foi preso no Espírito Santo.

As operações ocorreram em Minas Gerais, Alagoas, Ceará, Goiás, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Espírito Santo e o Distrito federal. Aproximadamente 400 policiais participaram da ação. Segundo o senador Magno Malta, o objetivo foi prender pessoas que cometem crimes na internet, tanto como destinatário quanto remetente de material pornográfico.

“A intenção é coibir esse crime, que não tínhamos condições de fazer porque não havia uma legislação. Isso porque o Estatuto da Criança e do Adolescente dizia que a posse não era crime. Mas hoje temos uma lei que criminaliza essa posse do material pornográfico e, com isso, foi possível essa operação, cujo objetivo é combater o crime cibernético de abuso de crianças”, frisa o senador.

De acordo com Magno Malta, durante a ação foram desarticulados 20 alvos. O senador ressalta que o número de presos e suspeitos pode ser ainda maior. “Não foram realizadas prisões de 20 pessoas e, sim, de 20 alvos. Significa que você prende 30, 40, 100 ou um milhão de suspeitos, pois como o crime é transnacional, pelo fato de ser pela internet, 100 pessoas podem ser destinatárias ou remetentes deste material. A investigação, agora, vai apontar em quais países foram rodados esse material”, salienta Malta.

O senador enfatiza, ainda, que o Brasil é o maior consumidor de material pornográfico infantil por meio da internet. “São quase 30 mil alvos de pedofilia quebrados. Esse material recebido depois dessa quebra de sigilo tem sido aberto pela Polícia Federal. A partir daí, são articuladas as operações para efetuar as prisões.

Malta afirma que as investigações vão continuar e que o trabalho desenvolvido pela Polícia Federal é essencial para combater os crimes contra crianças e adolescentes cometidos por meio da internet no Brasil.

O nome da operação faz alusão a um dos vídeos compartilhados pelos pedófilos, em que se notam imagens degradantes de uma criança de aproximadamente seis anos de idade sendo abusada sexualmente, tendo como pano de fundo um tapete persa.

As investigações começaram em junho de 2009 na Alemanha e levaram a sites que compartilham imagens e vídeos de violência sexual contra crianças e adolescentes com internautas de vários países.

Ainda no primeiro semestre de 2009, a unidade central da PF para crimes de pedofilia iniciou investigações preliminares para identificação dos locais utilizados pelos suspeitos para cometimento dos crimes no Brasil e individualização de cada um das condutas praticadas.

Posteriormente, mediante fundamentada autorização judicial da 12ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal, e manifestação do Ministério Público Federal, a PF encaminhou para suas unidades descentralizadas os endereços dos suspeitos obtidos junto aos provedores de Internet, juntamente com a prova da materialidade delitiva.

Fonte: Assessoria de Imprensa

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